
A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES/GO) alerta para a chegada do tempo frio e seco, associada a baixa cobertura do grupo prioritário de crianças para a vacina contra a Influenza.
A cobertura geral do país está em 33,32% e a do estado é de 32,10%.
Em relação aos principais grupos prioritários, a cobertura para idosos está em 36,39%, gestantes 39,23% e crianças com mais de 6 meses a menores de 6 anos está em 21,89%. Dos casos de Síndrome respiratória Aguda Grave em Goiás neste ano, cerca de 60% dos 3.870 casos são de crianças menores de 6 anos.
Diante desse cenário, a SES/GO reforça o pedido para que os municípios se mobilizem para a realização do 2º Dia D de Vacinação contra a Influenza, neste sábado (23/05), e pede às famílias que levem as crianças e os pertencentes aos grupos prioritários para se vacinarem.
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Um levantamento realizado em 2025 pelo Centro de Inteligência Epidemiológica da SES/GO (CIE/SUVISA/SES) mostrou que dos 9.560 casos de Srag pesquisados do período, que são casos de doenças respiratórias que agravam e necessitam de algum tipo de internação, 1.868 foram por Influenza, e destes, mais de 77% foram de pessoas não vacinadas.
Já em relação aos óbitos, dos 700 óbitos do período, 84% foram de não vacinados.
Os dados reforçam a importância da vacinação para evitar casos graves e óbitos de doenças respiratórias em todos os públicos, especialmente em crianças.
A pesquisa verificou ainda que a vacinação contra influenza teve impacto positivo na redução da gravidade de casos de SRAG, principalmente entre crianças de 1 a 4 anos e pacientes com comorbidades renais.
Foi identificado que os vacinados apresentaram menor necessidade de intubação e internação em UTI em alguns grupos populacionais. Entre as crianças pequenas, a vacinação reduziu em cerca de 66% o risco de desfechos graves. Já entre os pacientes com doença renal crônica, o risco foi 62% menor.
A subsecretária de Vigilância em Saúde da SES/GO, Flúvia Amorim alerta para a importância da imunização infantil diante do cenário de baixa cobertura vacinal.
“As crianças pequenas estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações da influenza. A vacinação é uma medida segura e eficaz, que reduz significativamente o risco de casos graves, internações e óbitos. Por isso, é fundamental que pais e responsáveis procurem as salas de vacinação e garantam a proteção das crianças no período de maior circulação dos vírus respiratórios”, orienta Flúvia.
Secretaria da Saúde – Governo de Goiás
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